quarta-feira, 29 de maio de 2013

Queridos Amigos, 
O feriadão está somente começando. 
Aproveitar  é o lema. Descanse, renove as energias
e descubra  o quanto você faz diferença ...

Semana do Meio Ambiente



EDI- Carvalho Mourão



Semana do Meio Ambiente

Nada mais inspirador que observar a natureza em sua plenitude e sentir a presença de Deus em todas as coisas. Saber que partilhamos da poesia que é a vida e que ainda nos encantamos com o sorriso de uma criança e com o canto de um passarinho.
Na semana do Meio Ambiente vamos fazer um exercício de reflexão ?  Vamos afinar o olhar para além do que os olhos podem ver, vamos sentir , tocar, mergulhar bem fundo na alma e extrair o quanto de responsabilidade temos diante deste poema que é a vida em todo seu explendor.
Preste atenção em alguns temas para a semana do Meio Ambiente:


 

DOMINGO
A  terra não pertence ao homem,
O homem é que pertence a terra.
O que fere a terra , fere também os homens filhos da terra.
Cacique Seattle


                         SEGUNDA
      Quando uma árvore é cortada , ela renasce em outro lugar. Quando eu morrer, quero ir para este lugar, onde as árvores vivem em paz.
Antonio Carlos Jobim           









TERÇA

A grandeza de uma nação pode
Ser julgada pelo modo como seus animais são tratados.
Mahatma Gandhi


                                              QUARTA

      A compaixão para com os animais é das mais nobres virtudes da natureza humana.
Charles Darwin

QUINTA

Toda forma de vida é sagrada. Cada ser humano é parte única e íntegra da comunidade viva da Terra e tem responsabilidade de cuidar da vida em todas as formas.
Artigo 10 do pacto da Terra










SEXTA

Sentado nesta cadeira de madeira, em frente a esta mesa de madeira, cercado de estantes de madeira e com um lápis de madeira na mão, vou começar um artigo cínico defendendo a preservação da floresta,
Millôr Fernandes


SÁBADO

Todos têm o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida.
Artigo225 / Constituição do Brasil 






Que tal provocarmos um repensar coletivo?
Vamos firmar um pacto?
Refeitório limpo a cada refeição,não rabiscar as  mesas da sala de  aula, não jogar o lixo no chão e se manter vigilante na defesa da Natureza.
As rodas de conversas são cenários favoráveis para esta discussão.

terça-feira, 28 de maio de 2013

Café Pedagógico/2013

Café Pedagógico

Buscando aparar as arestas e avaliar  as atividades em curso, realizamos um momento de diálogo com a finalidade instrumentalizar os colegas quanto as práticas e teorias que envolvem o processo de aprendizagem.










quarta-feira, 15 de maio de 2013

Conhecendo o Poéta.

Com os nossos fazeres e saberes ancorados nos referenciais teórico metodológicos que sustentam nosso Projeto Anual, " O grande Circo Encantado", partindo das Orientações Curriculares para Educação Infantil, apresentamos Vinícius de Moraes à toda Comunidade Escolar.
Os poemas infantis ganham cor e sabor nas atividades cotidianas, como : jogos, brincadeiras, danças e recitais.
Vinicius de Moraes
Vinicius de Moraes 

Marcus Vinícius da Cruz de Melo Moraes nasceu em 19 de Outubro de 1913, na cidade do Rio de Janeiro - RJ, e pertenceu à segunda geração do Modernismo no Brasil. Era filho de Clodoaldo Pereira da Silva Moraes, funcionário da prefeitura, poeta, violonista amador, e de Lídia Cruz de Moraes, pianista também amadora. Viveu toda a sua infância no Rio, tendo nascido no bairro da Gávea, aos três anos se mudou para Botafogo para morar com os avós e estudar na Escola Primaria Afrânio Peixoto. Foi também na sua infância que escreveu seus primeiros versos. Em 1924 entrou para o Colégio Santo Inácio, em Botafogo, onde cantava no coro da igreja e montava pecinhas de teatro.
Em 1929 concluiu o curso ginasial e a família retornou para a Gávea. Nesse mesmo ano ingressou na Faculdade de Direito do Catête e se formou em Direito em 1933, ano em que publicou “O Caminho para a Distância”, seu primeiro livro de poesia
Em 1935, recebeu o prêmio Filipe d’Oliveira pelo livro Em 1935, seu livro Forma e exegese. Em 1936, empregou-se como censor cinematográfico, representando o Ministério da Educação e Saúde. Dois anos depois, em 1938, ganhou bolsa do Conselho Britânico para estudar língua e literatura inglesas na Universidade de Oxford, e nesse ano publicou os Novos poemas. Com o inicio da Segunda Guerra Mundial, retornou ao Rio de Janeiro.
Nos anos seguintes publicou ainda muitos poemas e ficou conhecido como um dos poetas brasileiros que mais conseguiu traduzir em palavras o sentimento do amor, tornando-se assim um dos poetas mais populares da Literatura Brasileira. Atuou também no campo musical, fazendo parceria com cantores e compositores brasileiros, e por fim tornou-se também cronista. Produziu os sonetos mais conhecidos da Literatura Brasileira, e escreveu ainda alguns poemas infantis em meados de 1970.
Vinícius de Moraes Faleceu no Rio de Janeiro, no dia 09 de Setembro de 1980.

 Que tal uma preparação para iniciar nosso momento poético?


No mural registramos as poesias que acabamos de ouvir!

A casa
Vinicius de Moraes

Era uma casa

Muito engraçada
Não tinha teto
Não tinha nada
Ninguém podia entrar nela, não
Porque na casa não tinha chão
Ninguém podia dormir na rede
Porque na casa não tinha parede
Ninguém podia fazer pipi
Porque penico não tinha ali
Mas era feita com muito esmero
Na rua dos Bobos
Número zero
A galinha d' Angola
Vinicius de Moraes / Toquinho

Coitada, coitadinha

Da galinha-d'Angola
Não anda ultimamente
Regulando da bola

Ela vende confusão
E compra briga
Gosta muito de fofoca
E adora intriga
Fala tanto
Que parece que engoliu uma matraca
E vive reclamando
Que está fraca

Tou fraca! Tou fraca! 
Tou fraca! Tou fraca! Tou fraca!

Coitada, coitadinha
Da galinha-d'Angola
Não anda ultimamente
Regulando da bola

Come tanto
Até ter dor de barriga
Ela é uma bagunceira
De uma figa
Quando choca, cocoroca
Come milho e come caca
E vive reclamando
Que está fraca

Tou fraca! Tou fraca! Tou fraca!

© Tonga Editora Musical LTDA




Aquarela
Vinicius de Moraes / Toquinho / Guido Morra / Maurizio Fabrizio

Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo

E com cinco ou seis retas é fácil fazer um castelo
Corro o lápis em torno da mão e me dou uma luva
E se faço chover com dois riscos tenho um guarda-chuva
Se um pinguinho de tinta cai num pedacinho azul do papel
Num instante imagino uma linda gaivota a voar no céu

Vai voando, contornando
A imensa curva norte-sul
Vou com ela viajando
Havaí, Pequim ou Istambul
Pinto um barco a vela branco navegando
É tanto céu e mar num beijo azul
Entre as nuvens vem surgindo
Um lindo avião rosa e grená
Tudo em volta colorindo
Com suas luzes a piscar
Basta imaginar e ele está partindo
Sereno indo
E se a gente quiser
Ele vai pousar

Numa folha qualquer eu desenho um navio de partida
Com alguns bons amigos, bebendo de bem com a vida
De uma América a outra consigo passar num segundo
Giro um simples compasso e num círculo eu faço o mundo
Um menino caminha e caminhando chega num muro
E ali logo em frente a esperar pela gente o futuro está

E o futuro é uma astronave
Que tentamos pilotar
Não tem tempo nem piedade
Nem tem hora de chegar
Sem pedir licença muda nossa vida
E depois convida a rir ou chorar
Nessa estrada não nos cabe
Conhecer ou ver o que virá
O fim dela ninguém sabe
Bem ao certo onde vai dar
Vamos todos numa linda passarela
De uma aquarela que um dia enfim
Descolorirá

Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo
Que descolorirá
E se faço chover com dois riscos tenho um guarda-chuva
Que descolorirá
Giro um simples compasso e num círculo eu faço o mundo
Que descolorirá






Canção da noite
Vinicius de Moraes / Paulo Tapajós

Dorme 

Que estou a teu lado
Dorme sem cuidado
Nã nã nã nã nã

Dorme
Oh, meu anjo lindo
Vai calma dormindo
Nã nã nã nã nã

Sonha 
Com noites de lua
Que minh'alma é tua
Quem vela sou eu!

Dorme 
Com riso na boca
Que a noite é bem pouca
Nã nã nã nã nã

Dorme 
E sonha comigo
Com teu doce amigo
Nã nã nã nã nã



  
Corujinha
Vinicius de Moraes / Toquinho

Corujinha, corujinha
Que peninha de você
Fica toda encolhidinha
Sempre olhando não sei quê

O seu canto de repente
Faz a gente estremecer
Corujinha, pobrezinha
Todo mundo que te vê
Diz assim, ah, coitadinha
Que feinha que é você

Quando a noite vem chegando
Chega o teu amanhecer
E se o sol vem despontando
Vais voando te esconder

Hoje em dia andas vaidosa
Orgulhosa como quê
Toda noite tua carinha

Aparece na TV
Corujinha, coitadinha 
Que feinha que é você


 O peru
Vinicius de Moraes / Toquinho / Paulo Soledade

Glu! Glu! Glu! 

Abram alas pro peru! 


O peru foi a passeio
Pensando que era pavão
Tico-tico riu-se tanto
Que morreu de congestão

O peru dança de roda
Numa roda de carvão
Quando acaba fica tonto
De quase cair no chão

O peru se viu um dia
Nas águas do ribeirão
Foi-se olhando, foi dizendo
Que beleza de pavão

Foi dormir e teve um sonho
Logo que o sol se escondeu
Que sua cauda tinha cores
Como a desse amigo seu